Seleção Brasileira
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  Dois anos depois de conquistar o tricampeonato mundial, no México, o Brasil se preparou para tentar a conquista de uma inédita medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Munique. A equipe treinada por Antoninho chegou a Alemanha Ocidental credenciada pela campanha invicta no Torneio Pré-Olímpico, disputado entre Novembro e Dezembro, na Colômbia, onde os donos da casa ficaram com a segunda e última vaga destinada aos países sul-americanos. A missão não seria fácil. Principalmente os países da Europa Oriental se valiam do status de amador de seus craques para enviá-los às Olimpíadas, sem a restrição imposta as demais nações sul-americanas e da Europa, que não podiam escalar atletas com alguma Copa do Mundo no currículo. O otimismo aumentou com a exibição surpreendente no amistoso em que perdeu por apenas 2 a 1 para a seleção brasileira principal, treinada por Zagallo. Falcão (Internacional), de 18 anos, e Dirceu (Coritiba), de 20, eram os destaques. O centroavante Washington (19), do Guarani, a promessa de craque, que acabaria não se confirmando em Munique. Mas o excesso de confiança prejudicou. Na estréia contra a Dinamarca, o time conseguiu empatar, depois de estar perdendo por 2 a 0. Quando mais pressionava pela vitória, foi surpreendido novamente por um gol do artilheiro dinamarquês Allan Simonsen nos minutos finais: 3 a 2. Contra a Hungria, bicampeã olímpica (1964-68), o time fez sua melhor partida. Superou-se a desvantagem e virou o jogo para 2 a 1 no segundo tempo. Mas, novamente, cedeu o empate aos 84 minutos. Na última rodada, o Brasil precisava vencer o Irã por cinco gols de diferença e torcer pela derrota da Hungria para a já classificada Dinamarca. Só assim, passaria à segunda fase. No entanto, os húngaros ganharam por 2 a 0 e o Brasil acabou humilhado pela derrota por 1 a 0 para os iranianos, que sofreram nove gols e não marcaram um sequer antes daquele confronto. Decepção total. Depois de uma segunda fase disputada pelas oito melhores equipes, divididas em dois grupos, Hungria e Polônia ganharam suas respectivas chaves, classificando-se para a decisão das medalhas de ouro e de prata. Alemanha Oriental e União Soviética, os segundos colocados, jogaram pelo bronze. Neste jogo, uma curiosidade: depois do empate por 2 a 2 no tempo normal e na prorrogação, alemães orientais e soviéticos foram declarados empatados e, assim, premiados com o bronze. Na decisão do ouro, a Hungria era considerada favorita por ter perdido apenas um dos últimos 21 jogos que disputara em Olimpíadas, até então. Fez 1 a 0 no primeiro tempo, debaixo chuva torrencial. Mas a Polônia conseguiu a reação, virando para 2 a 1, no segundo tempo, ficando com o ouro. Na equipe polonesa, surgiu a geração de Deyna (artilheiro dos Jogos de Munique, com 9 gols), Lato, Gadocha e Szarmach, a mesma que, dois anos depois, terminaria em terceiro lugar na Copa do Mundo de 1974, também na Alemanha Ocidental.