Seleção Brasileira
Página InicialPágina Inicial
Adicione aos FavoritosAdicionar aos Favoritos
 
    Principal
    Craques
    Copa do Mundo
    Copa América
    Olimpíadas
    Recordes
    Todos os Jogos
    Eliminatórias
    Títulos
 
 
    Convocação
    Tabela da Copa
     
     
 
1984
     
 
1972
1976
1984
1988
1996
2000
     
     
  Pode-se dizer que as Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, foram as primeiras em que as seleções da Europa Oriental, que antes usavam profissionais experimentados sob o rótulo de atletas amadores, perderam o handicap quase imbatível e, consequentemente, o favoritismo. Na edição americana dos Jogos Olímpicos, a Fifa permitiu que todas as equipes escalassem jogadores profissionais, desde que eles nunca tivessem participado de partidas pelas eliminatórias e, claro, de Copa do Mundo. A medida equilibrou as forças e enfraqueceu o domínio dos antes bichos-papões. Assim, no degrau mais alto do pódio, ficou a França, enquanto Brasil levou a prata. Com o bronze, a Iugoslávia.

A França, medalha de ouro, era uma seleção forte, promissora e que chegou a ceder alguns jogadores à equipe que chegou ao terceiro lugar na Copa do México, em 1986. O time era dirigido por Henri Michel e, forte e determinado, venceu o Brasil na final, no Estádio Rose Bowe, em Pasadena - o mesmo em que a Seleção Brasileira derrotou a Itália na final do Mundial-94 -, por 2 a 0, gols de Brisson e Xuereb.

Mas o Brasil até que poderia ter ido mais longe. Com problemas sérios no calendário, os dirigentes resolveram mandar uma seleção com base num clube, para que, entrosada, ele pudesse ter boa participação. A idéia era que o escolhido fosse o Fluminense, campeão brasileiro daquele ano, mas direção tricolor não aceitou. A menos de um mês, foi feito o convite ao Internacional, que topou o desafio. Com um time bastante jovem, no qual só dois titulares não pertenciam à equipe gaúcha - o lateral-direito Ronaldo, do Corinthians, e o apoiador Gilmar, do Flamengo -, o Brasil fez uma campanha regular e, mesmo sem ser brilhantes, chegou à final e conquistou a medalha de prata, até então inédita.

No time titular, destacavam-se o goleiro Gilmar Rinaldi, o zagueiro Mauro Galvão, o apoiador Dunga e o apoiador Gilmar, conhecido entre os rubro-negros como Popoca. Ele foi o artilheiro do Brasil, com quatro gols - no geral, os goleadores, com seis, foram os iugoslavos Cvetkovic e Deveric e o francês Xuereb. O Brasil jogou seis vezes, com três vitórias (3 a 1-Arábia Saudita, 1 a 0-Alemanha Oriental e 2 a 0- Marrocos), dois empates (1 a 1-Canadá e 1 a 1- Itália) e uma derrota (0 a 2 - França). Fez nove gols (1,5 por partida) e levou cinco.

O Torneio de Futebol das Olimpíadas de 1984, em Los Angeles, foi um sucesso, com 85 gols marcados (2.65 por partida) e arquibancadas lotadas nos estádios da Califórnia. No jogos do Brasil, por exemplo, 386.964 torcedores estiveram presentes, com média de 64.494. Um êxito na Terra do Tio Sam, onde, até então, o futebol nada mais era do que um esporte exótico.