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2000 |
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O objetivo, mais do que nunca, era a conquista da inédita medalha de ouro. E para tal, a CBF não mediu esforços e deu todas as condições para que os jovens craques brasileiros alcançassem a glória olímpica na Austrália. A Seleção Olímpica vinha de um retumbante sucesso no torneio pré-olímpico de Londrina, quando se classificou com sobras, e realmente apresentava um futebol brilhante, dando a todos a certeza do ouro. O otimismo de todos transformou a esperança dourada em confiança absoluta. O constante destaque dado pela mídia aos garotos do futebol olímpico que foram a Sidnei em setembro de 2000 acabou tornando a confiança numa obsessão perigosa. Alex e Ronaldinho Gaúcho eram os maiores destaques da equipe de Wanderley Luxemburgo que viajou confiante para o outro lado do mundo. Na primeira fase, o Brasil enfrentou Eslováquia, África do Sul e Japão, todos os jogos no moderno Estádio de Cricket de Brisbane. Na estréia contra os eslovacos, o Brasil levou um susto com um gol de Porazik aos 26 minutos do primeiro tempo. Mas os meninos mostraram força e empataram três minutos depois com Edu. Fábio Aurélio desempatou e Alex fechou a vitória por 3 a 1. O segundo jogo colocou os meninos frente a frente com um fantasma conhecido do futebol olímpico brasileiro: os africanos. Ainda estava fresca na memória do torcedor brasileiro a derrota para a Nigéria na semifinal olímpica em Atlanta-1996. Desta vez, os adversários eram os sul-africanos, que abriram o placar com um belo gol de falta de Fortune logo aos 10min. Novamente o Brasil empatou em seguida, e de novo Edu foi o autor do gol. Só que a equipe brasileira não conseguiu aproveitar o embalo do empate e esbarrou na habilidade dos africanos. Acabou levando mais dois gols e perdendo jogo por 3 a 1. O Brasil foi para o terceiro jogo precisando vencer o Japão para se classificar. (Os mesmos nipônicos já haviam nos derrotado em Atlanta-1996). Mesmo sem jogar bem, os meninos se impuseram pela determinação e alcançaram uma dramática vitória por 1 a 0, gol de Alex no início da partida. O resultado garantiu o primeiro lugar no grupo para os brasileiros. O time não engrenou em nenhum momento e foi para as quartas de final contra Camarões na esperança de mostrar algo melhor. O jogo começou e embora tenha perdido várias chances de gol, o que demonstra sua superioridade ofensiva em todo o primeiro tempo, o Brasil terminou o primeiro tempo perdendo por 1 x 0, com um gol de Mboma, aos 16min, em cobrança de falta. A segunda etapa foi um dos maiores dramas que o futebol brasileiro já viveu. Mesmo beneficiado pela vantagem numérica (o ala Geremi foi expulso aos 29min e o zagueiro Nguimbat aos 45min), o Brasil não conseguia criar chances de gol e viu o tempo passar perigosamente ameaçando a classificação. Já nos descontos, a equipe verde amarela conseguiu finalmente adiar o trágico destino que o aguardava quando Ronaldinho empatou a partida numa cobrança de falta e levou o jogo para a prorrogação. O tempo extra começou e o Brasil atacou decidido a ganhar a partida, acabou encurralado em seguidas linhas de impedimentos e não conseguiu chegar ao gol de Kademi. Na única vez que ultrapassou esta artimanha camaronesa, teve um gol de Fabiano mal anulado pelo árbitro. O sonho da medalha de ouro terminou com um belo gol de Mboma aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação.Camarões seguiu em frente e foi demolindo seus adversários um a um até ganhar a tão sonhada medalha de ouro. Bateu o Chile nas semifinais e venceu nos pênaltis a Espanha na grande final para conquistar o direito de ficar no lugar mais alto do pódio olímpico. |
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