Seleção Brasileira
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Garrincha
     
     
 
Um dos maiores jogadores de futebol do mundo em todos os tempos. Verdadeiro gênio do drible. Irreverente, escreveu nos campos, com suas pernas tortas, alguns dos momentos mais brilhantes do futebol brasileiro, tanto quanto, fora deles, traçou um destino trágico, com uma morte prematura.
De pernas tortas, driblando com a direita, com a esquerda, escondendo a bola, rápido como um raio, verdadeiro bailarino, Garrincha desconsertou marcadores de todas as nacionalidades: ingleses, russos, tchecos, chilenos e etc. Como não fazia distinção entre eles, alguns com nomes muito complicados, preferia chamá-los todos de 'Joões ':
Por este seu jeito irreverente e simples,
transformou-se na verdadeira alegria de
todas as torcidas, mesmo as dos clubes adversários. Daí merecer integralmente o melhor de todos os seus títulos: A Alegria do Povo.
Este era o Mané. Virou mito. Um ser humano humilde e maravilhoso, um jogador que transformava o futetol em espetáculo às vezes cômico, outras vezes dramático, quase sempre infernal para os que tinham a missão de marcá-lo, de impedir a sua simples, quase óbvia, mas ao mesmo tempo inevitável caminhada para o gol. Natural do Arraial de Pau Grande, vizinho a Teresópolis, ele nasceu Manuel Francisco dos Santos, mas virou Garrincha, porque, quando moleque, se não jogava pelada, caçava garrinça ou garrincha, passarinho pardo com listas pretas e crista e cauda vermelhas. Alvi-negro ou tricolor, conforme o ângulo que se via. Meia-direita, em sua cidade, firmou-se na ponta-direita do Cruzeiro e do Serrano, de Teresópolis. Dali, foi um pulo para o Botafogo, não sem antes ser desprezado por alguns clubes que não puderam acreditar naquele meninos de pernas tortas.Talvez também no Botafogo não tivesse conseguido seu objetivo se no seu primeiro treino não tivesse feito de bobo o seu marcador, nada menos do que o semideus Nilton Santos.
O próprio Nílton Santos, que viria a ser seu maior amigo, aconselhou a contratação de Garrincha, porque vislumbrou, com a clarividência que era sua primeira característica como craque, que ter aquele ponta como adversário seria um desconforto muito grande.
Sempre dando alegria à torcida e fazendo os adversários de bobo, Garrincha ajudou o Botafogfo a ser campeão carioca de 57, 61 e 62 fazendo a fama e a fortuna de muitos centroavantes.
Na seleção, foi campeão da Copa O'Higgins de 55, encantou o mundo na Copa de 58, na Suécia, quando se tornou internacionalmente conhecido como um fenômeno do futebol.
Com a lesão de Pelé, logo no primeiro jogo da Copa de 62, Garrincha assumiu a responsabilidade de conduzir a Seleção Brasileira e fez de tudo, jogando por ele e pelo Rei: gol de falta, de cabeça, de bola rolando, humilhou os adversários como sempre e até chutou o traseiro de um chileno que o fez perder a paciência pela primeira vez em sua vida.
Após o Mundial do Chile, com sérios problemas no joelho, ainda jogou no Botafogo, no Flamengo e no Corinthians e ainda participou do Mundial de 66, marcando um gol contra a Bulgária, naquele que foi o seu último jogo com a camisa da Seleção Brasileira.
Mas se era brilhante nos gramados, fora deles teve uma vida conturbada, agitada por seu imenso apego às mulheres e à bebida.
Era a alegria de milhões de pessoas, mas conduzia interiormente uma, imensa carga de sofrimento, Mané driblou a dor por pouco tempo e morreu prematuramente, em 1983. Mas continua vivo na lembrança de todos os que puderam vê-lo nos campos e é a mais viva lenda do futebol brasileiro. Dele quase tudo se diz e quase tudo poderia mesmo ser verdade.

Títulos: Campeão Carioca: 1957, 1961 e 1962; Torneio Rio-São Paulo: 1962 (Botafogo); Campeão do Mundo: 1958 e 1962

Partidas pela Seleção: 61 (50 oficiais), marcando 17 gols.

     
     
 
Nome Completo:
Manuel Francisco dos Santos
Data de Nascimento:
10/28/1933
Altura:
173cm
Clubes:
1953 - 1965 Botafogo (RJ)
1966 - 1968 Corinthians (SP)
1969 - 1971 Flamengo (RJ)
1972 - 1972 Olaria (RJ)