Poucos jogadores do futebol mundial em todos os tempos tiveram a sua capacidade de organização de jogo. Além disso, junta-se a meias como Jair da Rosa Pinto e Didi na galeria dos mais perfeitos lançadores do futebol brasileiro. Era capaz de colocar a bola na superficie de um lenço a mais de 40m de distância.
Sua qualidades atingiram o climax na Copa do Mundo de 1970 (Brasil tricampeão), quando ganhou merecidamente o cognome de Canhotinha de Ouro.
Gerson começou a jogar futebol em Niterói, onde nasceu, ,mas a primeira camisa importante que vestiu foi a do Flamengo, onde começou nas categorias de base.
Em 63, depois de um desentendimento com o treinador
Flávio Costa, que lhe exigia funções táticas com as
quais ele não concordava, foi negociado com o Botafogo para cobrir a ausência de Didi. E aí, no Botafogo, transformou-se em um verdadeiro gênio do meio-campo.
Campeão carioca em 1963 (Flamengo), 67 e 68 (Botafogo) e bicampeão paulista em 1970 e 71, pelo São Paulo. Encerrou sua carreira no Fluminense, clube do seu coração.
Disputou também a Copa do Mundo de 1966, fazendo um total de 98 partidas pela Seleção, marcando 28 gols. Estreou na seleção em 1961, quando ainda era jogador do Flamengo, fazendo o gol da vitória em um amistoso contra o Chile, em Santiago.
Jamais quis ser treinador, preferindo seguir a carreira de comentarista esportivo, entre os quais se inclui como um dos mais admirados pela torcida brasileira.