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Um dos maiores atacantes brasileiros de todos os tempos por sua velocidade, técnica excepcional, impulsão e elasticidade. Por tudo isso, recebeu inúmeros apelidos, como Homem de Borracha, Diamante Negro, Mágico e Inventor da Bicicleta. Foi mesmo considerado o inventor da bicicleta, embora ele por várias vezes tenha declarado que este tipo de jogada já era praticado pelos irmão Petronilho e Valdemar de Brito na década de 20. Em clubes teve uma carreira invejável. Foi campeão carioca pelo Vasco, em 1934, pelo Botafogo, em 1935, e pelo Flamengo, em 1939. Transferiu-se para o São Paulo em 1942, e aí somou mais títulos: 1943, 45, 46, 48 e 49, ajudando a fazer do timesampaulino o
maior ganhador de títulos estaduais da década de 40. |
Começou no São Cristóvão, depois de ter-se iniciado no futebol nas areias da Praia Formosa, hoje não mais existente, no bairro carioca de São Cristóvão. Depois, passou-se ao Bonsucesso, onde realmente iniciou como profissional, contra a vontade de sua mãe, Maria, que o queria advogado.
Mas o salário de 400 mil réis que o Bonsucesso lhe ofereceu venceu a resistência familiar. Até porque ele pôde dar à família uma bela casa em Vila Isabel e vestir as melhores roupas, que fizeram dele um sucesso entre as mulheres e presença constante na crônica alegre do Rio de Janeiro.
Em face de tudo isso, Leônidas transformou-se num verdadeiro semideus, para muitos mais popular, na época, do que Getúlio Vargas, que com sua política populista arrastava multidões em todo o País.
Depois iniciou sua peregrinação, que teve ainda Vasco, Botafogo, Penarol, Flamengo e São Paulo. Em 1949, ele deixou os campos, onde exibia sua incomparável técnica, e foi para o microfone da rádio Jovem Pan, como o comentarista esportivo mais ouvido do País. Ele era capaz de alavancar ou destruir carreiras, com suas opiniões.
Leônidas da Silva disputou as Copas do Mundo de 1934 e 38, tendo sido o artilheiro da segunda com oito gols. Em 1934, o Brasil atuou apenas uma vez, perdendo por 3 x 1 para a Tchecoslováquia. Leônidas fez uma grande exibição, marcou o gol do Brasil, mas ainda não conseguiu o prestígio internacional que viria em 38, quando ajudou o Brasil a conquistar o terceiro lugar.
Era um jogador tão popular que inspirou o nome do chocolate Diamante Negro, apelido que ganhou dos uruguaios em 1932, e que ainda hoje é um dos mais vendidos no mercado brasileiro de guloseimas. |
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