Ponta-de-lança de incrível frieza e decisão na área. Capaz de atuar como armador, possuía grande visão de jogo, habilidade e categoria. Tudo isso somado ao fato de que estudava medicina justifica plenamente que fosse chamado de Doutor. Nunca foi um atleta e nem tinha compleição física de um, mas foi sem dúvida um dos mais habilidosos e brilhantes jogadores brasileiro dos anos 80, formando o meio-campo da Seleção Brasileira no Mundial de 82 com Cerezo, Falcão e Zico, numa equipe para a qual faltou apenas conquistar o título mundial para se incluir entre as melhores de todos os tempos. Mesmo assim, graças ao brilhantismo de seu meio-campo, o time de 82 é considerado por muitos como ao nível de qualquer outra seleção que já se tenha formado no Brasil.
Em 86, Sócrates foi novamente titular da Seleção
que saiu prematuramente do Mundial do
México ao perder nos pênaltis para a França. Sua jogada característica era o toque de calcanhar. Foi o grande ídolo do Corinthians nos anos 80, líder da chamada "Democracia Corintiana", quando o time conquistou os títulos paulistas de 1979, 1982 e 1983.
Como os grandes de sua geração também atuou no futebol italiano, mas ao contrário dos demais não conseguiu se consagrar exatamente pela sua pouca afeição à vida de atleta. Era muito mais um artista, que jogava futebol por puro deleite. Os clubes de sua carreira foram o Botafogo de Ribeirão Preto, Corinthians, Fiorentina (Itália), Flamengo e Santos. Seus principais títulos: campeão paulista: 1979, 1982 e 1983 (Corinthians); campeão carioca: 1986 (Flamengo).
Pela Seleção fez 63 jogos, marcando 25 gols.
Leitor do poeta chileno Pablo Neruda e grande admirador de Chico Buarque, gravou um disco com autênticos clássicos da nossa música sertaneja. Bom cantor, com esse trabalho pretendia valorizar as coisas do sertão Se o grego foi sábio em filosofia, o nosso Sócrates foi sem dúvida um sábio em futebol.