foi tricampeão carioca pelo Flamengo (1942/43 e 44) e titular de todas as Seleções Brasileiras formadas até a Copa de 1950.
Neste mesmo ano, repetiu o que Jair da Rosa Pinto fizera um ano antes e também deixou o Flamengo, transferindo-se para o Bangu, clube em havia iniciado sua carreira e no qual atuou até 1956. A sua saída do Flamengo provocou uma grande revolta na torcida rubro-negra, que perdia um dos maiores jogadores de sua história.
Em 57, quando todos apostavam que ele iria encerrar a carreira foi jogar no São Paulo, já aos 35 anos, e ajudou o clube a conquistar o Campeonato Paulista. Deixou os campo no Audax Italiano, do Chile, em 1962, aos 42 anos de idade.
Depois disso, tornou-se treinador e chegou a dirigir a seleção brasileira olímpica. Atualmente, está afastado do futebol e vive tranquilamente do dinheiro que conseguiu guardar e da sua aposentadoria como fiscal de rendas.
Zizinho vestiu a camisa da Seleção 54 vezes, marcando 31 gols. E nela ele viveu muitos dos melhores momentos de sua carreira, mas ao mesmo tempo a maior tristeza que foi a derrota para o Uruguai, em 1950.
Poderia ter tido muito mais prestígio internacional, mas sua grande fase coincidiu com a segunda guerra mundial, que interrompeu as disputas da Copa do Mundo, impedindo a sua realização em 42 e 46, anos nos quais o Mestre Ziza, como era chamado por seu talento pelos próprios companheiros, estava no apogeu de sua forma.
Zizinho disputou os sul-americanos de 42, 45, 46, 49, 53 e 57, ao lado de craques como Heleno de Freitas, Leônidas da Silva, Jair da Rosa Pinto, Ademir Menezes, Tesourinha e muitos outros.
Em 52, poderia ter conquistado o título do Pan-americano, mas o técnico Zezé Moreira assumiu a seleção com filosofia de renovação e chamou jovens jogadores como Didi, Julinho, Djalma Santos e Pinheiro, entre outros. Da mesma maneira, ficou fora do Mundial de 54, numa decisão muito criticada pela imprensa.
Mas em 53, com Aimoré, irmão de Zezé, no comando, Zizinho foi convocado e ajudou o Brasil a conquistar o vice-campeonato sul-americano. Em 56, Zizinho voltou à seleção para alguns amistosos e em 57 disputou o Sul-Americano, no Peru, encerrando aí sua carreira na Seleção. |